Estrutura

Eucalipto:

Eu acredito que o eucalipto natural se torna uma madeira razoavelmente durável e de fácil manuseio se levarmos em conta alguns cuidados:

1) nunca deve ser enterrado, por isso o uso dos pilaretes.

2) Deve ser cortado em meses secos, descascado e secado na sombra para que não rache, a ideia é diminuir a velocidade de saida de agua. O uso de abraçadeiras e plaquetas Gang Nail nas pontas e nos lugares aonde vão os pregos contem o avanço das rachaduras.

3)Cuidar da madeira, passar óleo de linhaça, lixar, envernizar, encerar, etc... limpa-la periodicamente.

Furamos o centro dos pés dos esteios com broca manual, para ser encaixado na barra central dos pilaretes, fizemos os apoios com machado de acordo com a foto. Colocamos os esteios em cima dos pilaretes . O nível dos apoios foi tirado a partir do apoio do primeiro esteio com mangueira de nível e com ajuda de uma vara de bambu. Os pilaretes devem estar todos no mesmo nivel. Foi tirado prumo em todos os esteios com ajuda de nível de prumo e calços de madeira. Travamos os esteios com ajuda de varas de madeira de acordo com que íamos levantando para não sair o prumo e para não tombar na hora de colocar as travessas.

Após todos os esteios colocados aprumados e travados começamos a colocar as travessas que unem todos os esteios de acordo com a foto.

Depois colocamos as duas travessas que formam as partes inferiores das duas tesouras e as travessas perpendiculares as tesouras. Colocamos o pontalete da primeira tesoura e travamos com varas de madeiras. Esticamos uma linha para ver o futuro alinhamento do caibro pregada num toco encaixado em cima do pontalete (papel de cumeeira) e na travessa que une os esteios. Descontamos a largura da terça e achamos o alinhamento das travessas superiores das tesouras localizando o lugar dos encaixes. Colocamos as travessas superiores da primeira tesoura, uma de cada vez.

Tiramos o nível do primeiro pontalete para colocarmos o pontalete da segunda tesoura. Fizemos a segunda tesoura do mesmo jeito que a primeira.

Colocamos a travessa que une as duas tesouras (cumeeira). Colocamos as 4 travessas de canto (espigões). O espigão tem que sair no mesmo nível que a cumeeira porque os caibros são apoiados nele e tem que ultrapassar o esteio para servir de apoio às ripas para o beiral.

União de dois espigões e cumeeira

apoio para as ripas do beiral

Colocamos as quatro terças, duas terças apoiadas nas tesouras e nos espigões e duas apoiadas nos pontaletes das travessas perpendiculares as tesouras e nos espigões.

Fizemos os travamentos e mãos francesas dos espigões.

Colocamos os caibros com espaçamento de 40cm e sobra para o beiral de 60cm

colocamos as ripas de cima para baixo usando vários pares de telhas como modelos para achar um espaçamento médio entre asripas.

Cobrimos o telhado e emboçamos a cumeeira e os espigões.

Colocamos os batentes, apoiados nas fiadas de pedra e pregados nas travessas (peças verticais), fizemos encaixes e pregamos as peças horizontais. Fizemos os batentes com eucalipto roliço por isso os encaixes para as portas e janelas foram feitos antes do assentamento das peças.