Pomares

As plantações foram feitas no município de Cunha, SP, clima montanha da mata atlântica, chuvoso e frio. Nesta parte descrevo experiências divididas de acordo com a localização e caracteristica de cada pomar. As plantas estão classificadas com o nome comum. Os nomes científicos estão na pagina "espécies". É importante pesquisar cada um. Nomes como monjolo, canafistula, boleira ou aroeira podem fazer confusão.

Todas as plantas que menciono conseguiram se desenvolver. Procuro sempre informar as perdas, quando me lembro delas. Por exemplo, saguaragi, guarita, amendoim do campo, cabreuva, jaca, sibipiruna, guapuruvu, sansão do campo, marica, goiaba, arariba e pau d`alho, só conseguiram crescer em lugares privilegiados. Tivemos muitas perdas com pata de vaca, pau ferro, pinhão manso, alecrim de campinas e macaúba. Olho de cabra, guabiroba e pitaya são exemplos de sucesso que foram plantados em numero muito pequeno, por isso não são citados.

Das tres plantas que não podem faltar nos sistemas agroflorestais tradicionais, banana, mamão e abacaxi, porque são rusticas e de rapido crescimento, nenhuma se desenvolveu satisfatoriamente. Conseguimos adquirir bananeiras resistentes as geadas, só em 2012, mas agora em 2016 uma geada fortissima arrasou com o pequeno bananal, plantamos abacaxi em 2010, em área de encosta, mas acredito que o rápido sombreamento feito pelas bracatingas de campo mourão, diminuiu o tamanho dos frutos. Nenhum mamoeiro conseguiu se desenvolver.

Por isso, não existe receita pronta de agrofloresta. Cada micro região tem uma vocação para determinadas espécies e na minha opinião, o trabalho é feito através de tentativas e erros, repetindo as experiências de sucesso. Sem duvida, isso leva tempo. Quem sabe os serviços descritos aqui, não nos forneçam alguma pista do caminho a ser percorrido em outro lugar, com outro clima e outras espécies.

Para concluir, resolvi escrever na forma de um diario, apesar de um pouco confuso, acredito que só assim conseguiria passar os conhecimentos que adquiri ao longo desses 11 anos.

Pomar 1 - planicie umida com fortes geadas (1ha)

antes (2005)


depois (2012) - trabalhando na poda


depois (2012) - poda completa


A implantação desse pomar começou em 2005. A vegetação inicial era composta de braquiaria misturada com varias especies de gramíneas. O antigo proprietário arrendava para agricultores que plantavam feijão, milho, abobrinha e tomate de maneira convencional com agroquimicos, sempre arando*.

Iniciamos com espaçamento bem grande, plantando alguns pés de frutas enxertadas, eucalipto (e.paniculata) e nativas produzidas de sementes de outras regiões. Primeiro erro, espécies que se desenvolvem muito bem lá, como aroeira pimenteira, sofreram com a geada, porque não estavam adaptadas a um clima tão frio. Isso nos forçou a observar as matas locais para produzir mudas a partir de suas matrizes. O fato de comprar sementes foi uma forma de aprender sobre arvores e identificação, mas hoje só fazemos mudas de espécies de outros lugares quando são interessantes. Se a intenção é fornecer apenas matéria orgânica, nada melhor que as plantas da região. No entanto, tivemos boas surpresas como a bracatinga, o capinxigui e a bracatinga de campo mourão, todas vindas de fora. De espécie local, que produz muita biomassa, "descobrimos" a gravitinga. Também no começo, plantamos linhas de mucuna alternadas com linhas de guandu, espécies anuais, muito usadas na adubação verde. Achei a mucuna, que é um cipó, difícil de manejar. Não entendi a função dessa espécie numa área aonde o capim e a grama podem chegar até dois metros de altura, só fornece folha como matéria organica e depois que seca, o capim continua da mesma forma. O guandu, que é uma arvoreta, secava na geada e rebrotava. A partir do terceiro ano não brotou mais.

Em 2006 entramos com muitas mudas de ingá banana, compradas num viveiro da cidade, influenciados por experiências de outras pessoas de lugares mais quentes, aonde esta planta não pode faltar pelo crescimento rapido, rusticidade e brotação. No entanto, sempre na geada eles secam e voltam a brotar no pé, não cumpriram a função que queríamos. Ingá ferradura morre com a geada e não brota, só se desenvolve se tiver algum sombreamento. Só o ingá felpudo, comprado de um colecionador de frutas, conseguiu crescer nessas condições.

Em 2007, plantamos eucalipto (e.grandis) no espaçamento 10x10m por toda a área, aroeira pimenteira e fedegoso no espaçamento 1x1m, metade da área.

Em 2008 plantamos ora adensado, hora não, bracatinga de campo mourão por todo o pomar. Foi aí que começou o desenvolvimento. Candeiões, aroeiras, pessegueiros bravos e capororocas foram muito beneficiados por essa espécie. O fedegoso perdeu a função, não é vigoroso quanto a bracatinga de campo mourão, nem longevo quanto a gravitinga. Também nesse ano, entramos com muitas mudas de araçá, nespera, guabiju , jabuticaba, canafistula, pata de vaca (morre na geada) e pau viola.

Em 2009 entramos com pitanga, que já nas primeiras experiências vimos que se desenvolve bem, junto com angico e monjolo de sementes locais, em "ilhas". Os dois últimos com desenvolvimento devagar. Semeamos essas mesmas espécies junto com araucária em outras ilhas. Todas nasceram e se desenvolveram.

Em 2010 o pomar começou responder ao sombreamento e a matéria organica, canafistulas de três metros, introduzidas em 2005, com crescimento lento de inicio, alguns eucaliptos paniculata com cinco metros, bracatingas maiores que os eucaliptos. Algumas nesperas, caquis, peras e laranjas já grandes e bem incorporados. Ainda neste ano plantamos araçá, nespera, pitanga, cedro rosa, suineira e gravitinga. A geada, a falta de conhecimento e a pouca utilização de espécies locais, foram os grandes limitantes dessa área, até este momento.

Em 2011 plantamos mais jabuticabas, pitangas, nesperas, cedros e pêssegos. Entramos com juçara e jerivá por todo o pomar. Também neste ano, retiramos as maiores bracatingas e eucaliptos grandis, que estavam atrasando o desenvolvimento das outras espécies. Percebemos uma melhora significativa no florescimento e desenvolvimento de algumas frutíferas.

Em 2012 fizemos uma grande poda nesse pomar, coincidência ou não, foi o primeiro ano de boa produção de alguns caquis e ameixas plantados no inicio, em 2005 -2006. A braquiária, que já estava bem controlada, voltou com muita força nas áreas limites do pomar, nas divisas com o pasto vizinho, principalmente aonde plantamos um numero muito pequeno de espécies. A poda feitas nesses lugares é sempre uma decisão difícil, por um lado o capim invade o espaço da plantas pequenas, jabuticaba, pitanga etc, por outro, abre a entrada de luz que beneficia todas as plantas. É muito trabalhoso carpir e impedir o crescimento dele, diferente das encostas bem drenadas, aqui a grama cresce por hora, então decidimos fazer apenas uma intervenção por ano. Esse problema aliado ao frio e a implantação deficiente no inicio dos trabalhos, fez esse pomar perder em ritmo de crescimento para o pomar 3, mas acredito que a produção de caqui será maior e as espécies da regeneração natural, como capororoca e pessegueiro bravo e bracatinga de campo mourão, facilitarão o serviço.

Em 2013 plantamos varias grumixamas e fizemos outra poda, um pouco mais branda nas partes aonde o capim cresceu muito.

*Trabalhando em área nunca arada, que comentarei mais tarde, tenho a impressão que a regeneração natural é muito mais rapida do que terras que já foram aradas. O arado arranca e mata as raízes, que se não fossem destruídas, brotariam vigorosas e se transformam em arvores frondosas em pouco tempo. Depois de quatro anos, essa planície umida apresentava, só com espécies de regeneração natural, muitos pés de candeião, vassoura, poucos pessegueiros bravos, aroeiras pimenteiras, araçás e alguns fedegosos. Atualmente, 2011, essa área já possui uma regeneração natural bem mais intensa com capororocas, pessegueiros bravos e bracatingas de campo mourão por toda a área, além das outras, em menor numero, mencionadas acima. O grande avanço na regeneração aconteceu depois do sombreamento aliado a uma carpição, cinco anos depois da implantação. Sempre tive a impressão que carpir de inicio era um serviço caro e inútil, que o ideal seria acertar na espécie e esta venceria o capim. Em parte isso está certo, as espécies que são adaptadas, não ligam para a invasão do capim em suas covas, mesmo quando são pequenas. No entanto, manter a área carpida não é tão trabalhoso quanto a limpeza inicial e melhora o desenvolvimento das plantas, principalmente favorece a regeneração natural, porque as sementes trazidas pela natureza tem mais chance de nascer na terra do que na grama. No caso de carpir logo no inicio, o espaçamento entre mudas tem de ser no maximo 1x1m. Outra opção é aumentar tanto o numero de plantas, que o capim não tem chance de se desenvolver, para isso é necessário entrar direto com sementes. Existem experiências desse tipo de implantação com sementeira puxada por trator. Grandes quantidades de sementes necessárias, custos da mecanização e uma complicada manutenção, são algumas desvantagens desse método, mas não deixa de ser interessante, principalmente em terrenos que visam só o reflorestamento, sem a intenção de produzir. Outro método é plantar em ilhas, adensar varias espécies em um espaço pequeno, por exemplo, introduzir 3 ou mais plantas numa área de 0,50x0,50m. Tudo depende da disponibilidade de mão de obra e agressividade da erva daninha, mas o mais importante é descobrir qual espécie consegue se desenvolver nas difíceis condições iniciais.

Pomar 2 - topo de morro com solo muito seco (1ha)

Foto (2013)


Iniciamos nessa área em 2006, na epoca, já há quatro anos não era roçada. Roçamos a samambaia que estava por toda a parte e deixamos as nativas que ainda eram muito pequenas e bastante vassouras já adultas. Diferente da planície umida, a regeneração dessa área foi incrível. Essa terra nunca foi arada, apenas roçada, hoje, a quantidade de candeinhas, ipes, boleiras, entre outras, já grandes, é enorme. Existem também algumas aroeiras pimenteiras e araçás um pouco menores. Entramos com varias espécies de frutas, eucalipto citriodora, pinus e araucárias. Fora as coníferas e eucaliptos, muitas espécies morreram, outras estacionaram como peras, ameixas e goiabas e outras tiveram uma pequena resposta como caqui, nespera, castanha do maranhão, cereja do rio grande, mutambo, canafistula, tamboril e jatobá.

Em 2007 introduzimos algumas bracatingas de campo mourão que não se desenvolveram bem.

Em 2008 resolvemos podar as vassouras, o que não foi bom, porque elas não se recuperaram.

Em 2009 decidimos parar de plantar qualquer tipo de espécie, apenas eucalipto e manejar a samambaia, picando bem para não formar armações. A samambaia tem relação carbono/nitrogenio muito alta e demora a se decompor.

A partir de 2010 passamos a plantar além de eucaliptos, acácia mangium.

Pomar 3 - encosta sem geada, antigo pasto de capim gordura (2ha)

antes (2007)


depois (2011)


antes (2007)


depois (2012)


Em 2007 entramos na melhor area do sitio. Um pasto de capim gordura ocupado por bois, que envolve tanto um solo rico, úmido e sem geada, até lugares secos e mais pobres, nas partes mais altas. Começamos colocando varias cabeças de gado para abaixar bem o capim e ficar mais facil o plantio. Por um lado foi bom, porque barateou a implantação, por outro o capim gordura foi contaminado de braquiaria vinda no estrume do gado. O capim gordura é mil vezes melhor que a braquiaria, não seca nem compacta a terra, melhora o solo e é facil de carpir. Plantamos, por toda área, eucalipto de varias especies, aroeira pimenteira, tamboril, canafistula, acácia mangium, bracatinga de campo mourão e algumas cutieiras e jatobás. Nas partes mais umidas plantamos em "ilhas", três espécies alternadas de nespera, araça, ingá ferradura, mutambo, araticum, jangada brava, pêssego, paineira e pessegueiro bravo.

Em 2008, introduzimos arvores através de sementes. Iniciamos semeando jatobá, chico pires, tamboril e canafistula nas covas das mudas de 2007, apenas alguns jatobás venceram. Em outro lugar bem sombreado, um pouco acima das áreas mais umidas, aonde existem jacarandás paulistas e candeiões adultos, bem espaçados uns dos outros, fizemos linhas de sementes de bracatinga de campo mourão, fedegoso, pessegueiro bravo, angico, monjolo, nespera, lixia, milho e sementes de horta intercaladas com linhas de mudas de ingá ferradura, gravitinga, angico, araticum, grumixama, araçá, tarumã, jambo, pitanga e ubajaí. As mudas desenvolveram normalmente. Nas linhas, achamos difícil o manejo do mato e capim, que são muito mais rapidos que as sementes. Além disso, a confusão de espécies nascendo é tanta, que é preciso um trabalho minucioso para arrancar as comuns e deixar as mais interessantes. Optamos por não dar manutenção nas linhas, deixar e ver o que acontecia. Como esperado as plantas de horta não vingaram, alguns nabos, salsinhas, ruculas, couves e pepinos, todos pequenos. As plantas dominantes nas linhas de sementes foram a bracatinga de campo mourão e a bracatinga, mas alguns angicos, monjolos e nesperas também conseguiram se desenvolver. Em outro lugar sem sombreamento, introduzimos bem adensado, 0,5x0,5m, tarumã, copaíba, araticum, angico, araça, caparoroca, ingá ferradura, manga, tamboril, pitanga, gravitinga e nessas mesmas covas, tubetes de bracatingas, bracatingas de campo mourão, fedegoso e mudas de raiz nua de guanandi. Enriquecemos as áreas mais úmidas com angico, monjolo, pitanga e tarumã.

Em 2009 plantamos no mesmo adensamento de 0,50x0,50m, em outros dois lugares de solo seco desse mesmo pomar, mudas de taruma, canafistula, copaíba, cedro rosa, bracatinga de campo mourão (desta vez, mais afastadas das outras), ipê, santa bárbara, capororoca, guaçatonga, pêssego e araçá. Enriquecemos as áreas mais úmidas com gravitinga, cedro rosa, canjerana, capororoca e guaçatonga.

Em 2010 plantamos uma grande área de solo seco, no espaçamento de 1x1m, cedro rosa, limão cravo, guatambu, araçá, bracatinga de campo mourão, jatobá, copaíba, capororoca, canafistula, acácia mangium, tamboril, pessego, guaçatonga , aroeira verdadeira, ingá ferradura, ingá felpudo, jabuticaba, uvaia e suineira. Enriquecemos as áreas mais úmidas com cambucá, uvaia, jabuticaba, suineira, almecegueira e jeriva.

Em 2011 trabalhamos na penúltima área a ser adensada no pomar 3. Plantamos no espaçamento 1x1m, bracatinga, bracatinga de campo mourão, araça, capororoca, suineira, tarumã, angico, limão cravo, uvaia, pitanga, jabuticaba, cambucá, acácia mangium, ingá felpudo, ingá ferradura, tamboril, canafistula, copaíba, jerivá, camboatã, dedaleiro, pêssego, ameixa, aroeira verdadeira, cedro rosa, almecegueira, nespera e jatobá. Ainda neste ano, introduzimos no espaçamento 3x3 entre “ilhas”, a ultima area a ser adensada desse pomar. As ilhas possuem três espécies com o espaçamento de 50cm entre si. Usamos bracatinga, bracatinga de campo mourão, capororoca e acácia mangium.

Em 2012 adensamos a ultima área desse pomar com pitanga, grumixama, araticum, angico, uvaia, jerivá, tarumã, limão cravo, pêssego, aroeira verdadeira, cambucá, capororoca, ingá felpudo, jambo e camboatã. Enriquecemos todo o pomar com muita grumixama e araticum e alguns jerivás e jambos.

Em 2013 plantamos por todo o pomar jabuticaba de coroa, variedade que se adapta muito bem aos solos bem drenados das encostas. Enriquecemos outras áreas com grumixama, uvaia, cambucá, araticum, jambo, jerivá, butia e outros. Plantamos caquis enxertados da variedade rama forte.

Pomar 4 - encosta com geada amena, antigo pasto de braquiaria (0,5 ha)

antes (2008)


depois (2013)


Foi nesse pomar que percebi o quanto a braquiaria compacta e seca a terra. Ela invade as covas atrofiando as mudas, mesmo as resistentes, como pitanga, angico, monjolo e tarumã.

Em 2009 entramos nessa area com roçadeira à gasolina , preservando as arvores nativas. É um serviço demorado, barulhento. Além disso, o capim alto força muito a maquina. Plantamos, em ilhas mais espaçadas, bracatinga de campo mourão, bracatinga, fedegoso, ingá ferradura, araticum, aroeira e eucalipto. Como o espaçamento entre as ilhas ficou grande, conseguimos fazer uma boa cobertura com a braquiaria.

Em 2010 plantamos cedro, araçá, guaçatonga, capororoca, gravitinha, ingá ferradura e nespera.

Em 2012 plantamos grumixama.

Em 2013 plantamos jabuticaba e caquis enxertados da variedade rama forte. Carpimos e introduzimos numa área pouco adensada, aonde só existia araça e bracatinga de campo mourão, “ilhas” de pitangas, grumixamas, pêssegos, camboatã e outras.

Observações e comentarios

Introduzimos, por todo o sitio muitas mudas de arvores frutiferas feitas de sementes. Quase todas produzem tão bem quanto as enxertadas e são mais rústicas em todos os aspectos: pragas, doenças e condições de solo. São vários os exemplos confirmados. No nosso caso, o mais relevante é o do pessegueiro que produz muito e já começa a florir no terceiro ano além de ter, ao meu ver, sabor e quantidade de açúcar superiores aos enxertados.

Não usamos qualquer tipo de adubo, a não ser a matéria orgânica das podas. Isso também nos levou a procurar nas matas da região espécies resistentes e de crescimento rapido. Ajudou na biodiversidade, cada vez que erravamos na escolha de uma espécie introduziamos outras. Se tivessemos usado adubo, talvez a procura por outras espécies fosse bem menor. Ajudou na percepção de qual é a verdadeira vocação do lugar. Na minha opinião, não usar adubo e calcareo, ajuda muito a observação da evolução do sistema, sem influencias externas, sem maquiagem. Outra vantagem é o controle do crescimento das mais rústicas, como eucalipto, bracatinga, bracatinga de campo mourão, gravitinga e etc, que se adubadas, abafariam o crescimento das espécies mais exigentes.

No viveiro, após muitas experiências, chegamos a conclusão que o substrato ideal para as mudas de saquinhos plásticos é terra superficial, bem drenada, com muita matéria orgânica, retirada de uma pequena plantação de eucalipto. Não pretendemos usar sacos de mudas maiores que 10 cm de diametro e 15cm de altura. O substrato ideal para os tubetes é igual ao dos saquinhos, mas com uma quantidade suficiente de pequenos pedaços de matéria orgânica (cisco) que faz um papel agregador, mantendo todo o substrato unido, sem desmanchar na hora do plantio.

Usamos uma moto para o transporte das mudas, nosso único maquinário. É indispensável para regiões montanhosas e é mais economico que animais de carga.

Ao plantar as mudas de saquinhos não fazemos covas maiores de 20cm de profundidade e largura. Para os tubetes, a terra retirada com a enxada é devolvida com os pés. Desse jeito conseguimos plantar, em duas pessoas, quatrocentos tubetes em um único dia, mesmo contando com transporte, distribuição e carpição das covas.